Universo da Copa

Twitter do Universo da Copa Facebook do Universo da Copa

Crônicas  feed

Literatura futebolística

Heróis das Redes

A grande quantidade de atacantes de qualidade no Brasileirão deste ano.

obina.jpg

Por Ivan Nisida

Nesta temporada, os deuses do futebol esbanjam benevolência com os futebolistas brasileiros. De fato, os ventos do norte enviaram uma pródiga nau de atacantes para o futebol tupiniquim.

Com a exportação de jogadores em baixa, os gramados brasileiros estarão mais verdejantes e as redes mais gastas este ano. O Panteão da Bola reencontra dias mais dourados com o retorno e afirmação de heróis das redes. A lista de centroavantes de elite nos principais times brasileiros é generosa: Washington, Alecsandro, Fernandão, Maxi Lopez, Diego Tardeli, Obina, Fred, Kléber, Kléber Pereira, além de estelares, como Adriano e o semideus dos gols, Ronaldo.

Aliás, o Fenômeno regressa à sua terra natal e aos campos com atuações homéricas. Impulsionado por uma massa de insanos alvinegros, Ronaldo atinge o status de ídolo com tentos plásticos e abundantes. Ressurge das cinzas das críticas, descrenças e contusões com peso de gigante. Voa alto, mas até que altura? Conseguirá Ronaldo reconquistar seu manto dourado no esquadrão brasileiro? Há rebuliço na terra dos profetas.

Enfim, com os clubes mais pujantes do Brasil se armando com atacantes de ponta e a disputa pelo título do Brasileiro já é intensa. E além de artilharias alimentadas por técnica e fama, o Campeonato desse ano ganha em beleza, emoção e torcida. Diferente das três edições anteriores, conquistadas por um São Paulo alicerçado (sobretudo) na defesa, a disputa desse ano poderá (espero) ocorrer no campo ofensivo.

E, agora quase na metade do torneio, algumas perguntas pairam no ar. Quem amargará o limbo do rebaixamento este ano? Quem será o hercúleo artilheiro? E o mico? E quem será o grande campeão? Creio que nem as sibilas poderiam responder. Independente do balanço final, o amante de futebol já triunfou, pois terá pela frente uma acirrada e imprevisível corrida pela vitória.

Vinte times e vinte torcidas. Vinte religiões. Vinte mitologias. Trezentos e oitenta duelos. Cada torcida lidará com seus heróis e rogará aos deuses da Bola pela glória. Nos terrenos cerúleos, uma assembléia divina terá os olhos fincados nos gramados em 2009. O deus do Gol, o deus da Trave, o deus dos Bandeiras. Aqui embaixo, as torcidas vão prestigiar com expectativa seus candidatos a mito, assim como seus anjos e demônios. Os jogadores que trocaram de clube vão passando da ovação às vaias em uma temporada. A torcida não perdoa. Atacante bom também não.

E espero que o campeonato continue com gols antológicos. Logo na primeira rodada, um gol maradônico mostrou o cartão de visitas do campeonato. Nilmar, que não está mais no panteão tupiniquim, arrancou com ímpeto, furou a zaga corintiana com cortes certeiros e concluiu com eficiência para fazer gol antológico no Pacaembu. Um a zero. Mas um gigantesco um a zero.

Na 18ª rodada, Marcelinho Paraíba fez outro gol antológico, arrancando do meio de campo, driblando os defensores cruzeirenses e deixando o arqueiro Fábio sentado. O Coxa perdeu por 3 a 1. Mas se o gol valesse pela beleza, teria, no mínimo, empatado...

← voltar ao índice

Newsletter

Assuntos / Filtros

Veja a tabela com os jogos da Copa 2010

África do Sul de A a Z

Diário de viagem à África do Sul