A justa conquista da Libertadores pelo Estudiantes e a dor dos torcedores celestes.
Por Pedro Proença
É com este trecho de música que os argentinos definem sua veneração pela Libertadores. O verso significa que um time qualquer não é capaz de conquistar o torneio. É preciso respeitá-lo e saber jogá-lo. Como soube o Estudiantes, que conquistou ontem seu quarto título continental no Mineirão.
Como diria Nelson Rodrigues, ontem os vivos saíram de suas casa e os mortos saíram de suas tumbas para subir as rampas do Mineirão e apoiar a equipe celeste. Contudo, não foi o suficiente para bater o bom time argentino.
O primeiro tempo teve muita marcação e respeito entre os adversários e poucas chances de gol. Na etapa complementar, aos 6 minutos, Henrique abriu o placar num chute de longe que desviou em Desábato antes de entrar. Festa azul em Belo Horizonte. Aos 12, porém, o Estudiantes empatou. O Cruzeiro sentiu o baque e permitiu que, aos 27, a equipe de La Plata virasse.
O time celeste ainda tentou uma desorganizada pressão para tentar o empate. Aos 41 minutos, Tiago Ribeiro acertou um lindo chute que explodiu com estrépito no travessão. É muito triste ver o time perder, de virada, em casa uma decisão de Libertadores. Porém, este chute de Tiago foi um capricho dos deuses do futebol, que assopraram a bola e impediram que ela entrasse no ângulo.
Assim como em 2007 e 2008, um time estrangeiro – o segundo argentino- fez a festa em templos brasileiros.
Parabéns a Verón, que comandou com maestria o ótimo Estudiantes, e que fez valer ainda mais a canção:
“La Copa, La Copa, se mira y no se toca”
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O Cruzeiro mirou. O Estudiantes tocou.