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Jerome Valcke critica atraso brasileiro para 2014

Secretário-geral cobra atitudes de Ricardo Teixeira e Orlando Silva, mas descarta que o país possa deixar de sediar a Copa

Jerome Valcke, secretário-geral da Fifa

O Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 estabeleceu 3 de maio como prazo final para o início das obras nos estádios do Mundial. Porém, apenas em metade das sedes há trabalho.

O assunto causa preocupação à Fifa, que cobra urgência. Após evento em Joanesburgo, no qual a entidade distribuiu ingressos aos operários que trabalharam na construção das arenas sul-africanas, Valcke criticou a organizaçao brasileira:

"Recebi alguns relatórios sobre estádios e não estão nada bons. É incrível como o Brasil está atrasado e não estou falando apenas de Morumbi ou do Maracanã, mas de todos os estádios. Muitos dos prazos já expiraram e nada aconteceu. O Brasil não está no caminho certo", disse Valcke, em entrevista a jornalistas brasileiros que acompanhavam o evento.

Eleições e carnaval

O secretário-geral mostrou-se por dentro do que acontece no país e usou de certa ironia ao citar o carnaval como um dos obstáculos para o andamento dos preparativos:

"O Brasil está há muito tempo querendo uma Copa, mas agora tem que se mexer. Tem que fazer isso pela América do Sul, não só por si próprio. A Copa é 'amanhã de manhã'. Este ano há eleições; ano que vem, carnaval. É preciso aproveitar o tempo disponível para realizar as obras".

"É hora de agir"

O secretário-geral lembrou das responsabilidades de Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do Comitê Organizador 2014, e de Orlando Silva, ministro do Esporte:

"Não adianta ficar mandando cartas. Muito pouca coisa foi feita. É hora de agir", falou referindo-se ao fato de Teixeira ter enviado por escrito suas considerações com os prazos para cada uma das cidades-sede de 2014.

O Brasil não perderá o direito de sediar a Copa

Ainda que insatisfeito, Jerome descartou a hipótese do Brasil perder o direito de receber a Copa de 2014. Ele declarou também que as 12 cidades-sede devem ser mantidas.

"As pessoas questionaram muito a Copa na África, mas o Brasil está mostrando que é difícil fazer uma por lá também. Vocês têm a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, mas têm de fazer por onde", finalizou o secretário-geral.

fonte: Rafael Pirrho / Globoesporte.com

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