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Joseph Blatter se desculpa por erros de arbitragem na Copa

Presidente da Fifa admite necessidade de mudanças no 'apito', porém desconsidera o uso de vídeos para sanar dúvidas.

 29/06/2010 - agência EFE

Getty Images

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, pediu perdão às delegações de México e Inglaterra pelos erros da arbitragem em seus jogos das oitavas-de-final da Copa do Mundo contra Argentina e Alemanha, respectivamente

Ele fez um pronunciamento à imprensa internacional nesta terça-feira, fazendo um balanço da primeira Copa disputada em solo africano, horas antes do confronto entre Paraguai e Japão.

"Falei com as delegações do México e Inglaterra e disse: 'sinto muito'. Eles agradeceram e aceitaram que os erros de arbitragem fazem parte do jogo, embora tenham contribuído para suas eliminações", afirmou o presidente.

Os pedidos de desculpas se referem ao gol validado do argentino Carlitos Tévez em posição de impedimento contra o México e à bola chutada por Frank Lampard contra a Alemanha, que bateu no travessão e entrou, mas foi ignorada pelo juíz e pelo bandeirinha.

Novos assistentes

Blatter reconheceu que "não faria sentido, perante a evidência destes erros, não reabrir o debate sobre o uso das novas tecnologias na arbitragem".

Ele anunciou um novo conceito: "A melhora do controle do jogo", que está atualmente em estudo. Uma de suas medidas seria a incorporação de dois novos assistentes, "já que as regras do futebol estabelecem que deve haver um só árbitro, mas não dizem exatamente quantos assistentes, por isso não seria preciso mudar as normas básicas".

"O futebol é tão importante, não só no aspecto esportivo, mas também no social e no econômico, que é preciso avançar no controle de jogo, pois é certo que nos estádios há 32 câmeras de televisão, mas o ser humano que controla o jogo tem apenas seus dois olhos", explicou Blatter

Vídeos

O presidente, porém, segue cético em relação ao uso de vídeos para resolver dúvidas da arbitragem. "Há vezes em que a câmera não consegue registrar o que ocorreu na linha do gol, e no caso do lance (de Tévez) contra o México, para analisar a jogada não era preciso de tecnologia", ressaltou.

Ele também é contra a interrupção do jogo para a análise de filmagens: "Porque assim poderemos impedir uma nova jogada de gol, já que o futebol é um esporte que não pára".

"É bom, em qualquer caso, debater sobre estes temas, mas a Fifa tem que adotar medidas para que isso não volte a acontecer, pois, naturalmente, lamentamos os erros", concluiu.

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