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Luís Fabiano: "Penso em voltar para o Brasil"

Artilheiro das eliminatórias, do ano e da nova era Dunga fala sobre as perspectivas para seu futuro e a Copa.

Luís Fabiano passando com a bola por marcador em partida contra o Omã.

Centro-avante em partida contra Omã no estádio Sultan Qaboos, dia 17/11/2009.

Divulgação / CBF

  • RETROSPECTIVA

A 1ª partida de Luís Fabiano pela Seleção Brasileira aconteceu em 11 de junho de 2003, contra a Nigéria. Ele marcou um gol e o Brasil venceu por 3 a 1.

Mesmo sendo convocado pelo técnico Carlos Alberto Parreira no período que antecedeu o Mundial na Alemanha, o atacante não esteve na lista final de jogadores para a Copa 2006.

Contudo, no próximo ano é provável que a história não se repita:

Luís voltou a jogar com a camisa verde e amarela no dia 18 de novembro de 2007, no empate em 1 a 1 com o Peru, em Lima. Ele entrou em campo substituindo Vagner Love.

Três dias depois, contra o Uruguai, no Morumbi, ele fez os 2 gols da vitória (2 a 1), assumiu a posição de titular e não deixou mais o gramado.

Hoje, ele tem 36 partidas com o Brasil, 25 gols e 53 convocações. Neste ano, foram 11 gols em 10 jogos, sendo 9 deles nas eliminatórias (onde foi nosso artilheiro). Na era Dunga ele também é o maior goleador, marcou 19 vezes.

  • ENTREVISTA

De folga no Brasil, o centro-avante veio se recuperar de um entorse no tornozelo direito. Ele estava acompanhado do fisioterapeuta de seu clube, Rafael Afonso do Sevilla.

Gabriel Navajas do Jornal da Tarde entrevistou o camisa 9:

Seleção

“Esse ano realmente foi muito bom para mim e para a seleção também. Foi o ano que eu pude ter uma sequência, me firmar definitivamente na equipe. Voltar depois de algum tempo, da maneira como eu voltei e acontecer tudo o que aconteceu não é fácil. Fico muito feliz por isso e espero continuar dando alegrias e conta do recado", disse o jogador.

"Sempre sonhei e mantive em minha cabeça a ideia de continuar por muito tempo com a camisa da seleção e ser um jogador importante para o time. Fiz de tudo para chegar aqui e ser um dos nomes pensados pelo Dunga. Acho que no final isso vai contar para eu ser convocado".

A concorrência

"Eu acredito que todos os jogadores que têm qualidade e um certo nome, podem ir à Copa. Isso nós veremos só quando começarem os campeonatos.  Mas quem decide é o treinador. Eu estou tranquilo em relação a isso porque o Dunga e a comissão técnica têm uma confiança enorme em mim. Estou muito bem com eles, tenho um relacionamento excelente. Estou tranquilo nesse ponto".

Dunga

"Ele foi importantíssimo porque me deixou tranquilo para eu desempenhar o meu melhor e sempre conversou comigo. É um treinador sereno, que fala bastante com o atleta. Essa atitude é fundamental: passar confiança e o jogador sentir segurança no que ele fala e ensina, saber que o treinador está com ele.

O Dunga é assim. Ele deixa claro que quem estiver melhor vai jogar sempre. Para um grupo isso é excelente porque todo mundo se sente importante e sabe que vai aparecer uma oportunidade a qualquer momento. Isso faz crescer o rendimento de todos".

Copa

"Analisando rapidamente as 3 equipes, vou ser sincero e dizer que a Coreia do Norte eu realmente não conheço. Não sei nada. Portugal nós já jogamos contra (em 2008, o Brasil venceu por 6 a 2, no Distrito Federal). É uma seleção que tem grandes jogadores, o Cristiano Ronaldo, melhor do mundo. É muito complicado jogar uma Copa contra uma seleção que tem tanta qualidade e jogadores importantes no futebol mundial, como é o caso dos portugueses.

Contra a Costa do Marfim eu acho que vai ser um jogo complicadíssimo, porque eu conheço alguns jogadores que jogam comigo no Sevilla, eles são fortes, correm muito e têm muita qualidade também. Os dois jogos serão muito complicados. Não podemos tirar a Coreia também dessa situação, nunca se sabe, né? No futebol muita coisa acontece, mas eu acho que é um grupo bastante forte".

Favoritos

"Como eu vivo na Espanha, hoje todo mundo cogita a Espanha como favorita, a seleção que vai chegar na final, que vai ganhar a Copa do Mundo. Está jogando um futebol atraente, bonito, alegre. A Espanha realmente é uma das favoritas. Mas acompanhando outras Copas, a Itália sempre chega, a Alemanha... E não posso descartar a Argentina, que é uma grande seleção também".

Retorno ao Brasil

"Penso em voltar para o Brasil. Tenho daqui a 2, 3 anos. Vou realizar essa minha vontade e o São Paulo será minha primeira opção, pelo carinho e pelo que vivi no São Paulo. Não descarto qualquer outro grande clube do Brasil porque nunca se sabe o que pode acontecer.

No momento eu sei que tenho mais um ano e meio de contrato e vou procurar cumprir esse prazo, é o certo, o que está assinado. De repente pode acontecer alguma coisa antes, mas no momento só sei que tenho mais um ano e meio no Sevilla".

Fonte: Gabriel Navajas do Jornal da Tarde

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