ANTP Diário de viagem à África do Sul Universo da Copa

Missão da ANTP  feed

Relato da missão à África do Sul organizada pela ANTP - Associação Nacional dos Transportes Públicos, a partir de 27 de julho de 2009.

Avaliação da Missão Africa do Sul

O que aprendemos com os sul-africanos.

Missão no Aeroporto de Johannesburg Silvana de Matos, da Àfrica do Sul

Os objetivos da missão por Valeska Peres Pinto

Partindo do pressuposto de que podemos aprender com aqueles que nos precedem, os sul africanos foram a Alemanha verificar o que havia sido feito lá. Nós decidimos  com alguma antecedência ir a África do Sul para ver como eles estão diagnosticando e resolvendo os problemas. Partimos da convicção que estamos a meio caminho entre a Alemanha e a África do Sul  sob quase todos os aspectos.

A Missão buscou criar no setor uma sinergia em torno da COPA 2014 entendida como um pretexto para resolver nossos problemas – nos perguntamos se os sul africanos estavam pensando o mesmo. De certa forma a Copa ocorrerá. O  desafio é apontar o pais que queremos ter na época, o que queremos como herança. Ir a África do Sul após a Copa das Confederações teve como objetivo ver em loco como eles estão se resolvendo estes desafios e aprender com eles, para evitar erros ou ao menos sermos originais ao cometê-los. Acredito que os membros da Missão voltam ao Brasil convencidos de mobilizar esforços neste sentido reunindo os segmentos locais necessários ao sucesso da COPA 2014 e a ANTP sai fortalecida na sua luta pela melhoria da mobilidade urbana em  nosso país.

A escolha dos parceiros locais

Ao iniciarmos esta jornada contamos com o apoio do Diretor do Instituto Movimento e Assessor Técnico da ANTP - Eduardo de Alcântara Vasconcellos que têm uma relação estreita construída ao longo dos últimos anos com técnicos e dirigentes do setor na África do Sul. A contribuição do Eduardo começou em 2008 quando nos indicou Richard Gordge como palestrante no Seminário de Sistemas Inteligentes. A vinda de Richard – Diretor da  Transpor Futures, empresa de consultoria da Cidade do Cabo foi muito importante para introduzir o tema entre nós. Na seqüência, Eduardo nos indicou a GIBB Engineering & Science, empresa de consultoria da África do Sul que tem uma atuação em diversas segmentos do setor. Creio que foram indicações que contribuíram para o sucesso do evento. A  GIBB mobilizou seus técnicos e diretores em Pretória, Johannesbourg, Durban e Cape Town.

A programação

A programação da Missão foi centrada no encontro das autoridades – nacional e locais – com vistas ao acesso da avaliação feita por eles da COPA das Confederações, momento de avaliação dos planos e projetos planejados. Daí se partiu para um programa que se iniciou na capital administrativa do país – Pretória e  na seqüência Johannesbourg, Durban e Cape Town. A programação previu reuniões com autoridades e visitas em loco a instalações esportivas e de transporte.

O suporte turístico no Brasil e no local

Outro aspecto a destacar foi o suporte da Agência de Turismo TRISTAR que não só viabilizou passagens e hotéis desde o Brasil como também indicou o suporte local – guias e condutores – o que permitiu a realização com conforto e segurança de toda a Missão.

As lições transmitidas pelos sul-africanos

A Missão reuniu uma grande quantidade de informações e aprendizado. Este aprendizado será consolidado no Relatório da Missão que a ANTP apresentará no 17 Congresso Brasileiro de Transporte e Transito, a realiza-se na cidade de Curitiba, de 28 de setembro a 02 de outubro de 2009. Entre elas gostaria de destacar::

Começar o mais cedo possível – o tempo passa rápido. Para isto é importante reunir os dados necessários a tomada decisões responsáveis e planejar o que será feito. Dados como os fluxos de pessoas, de visitantes, dos recursos necessário e disponíveis, são necessários para tomar decisões consistentes. Aprender com que  já fez  resguardando-se as diferenças é muito. Importante também. Os sul africanos  estudaram muito a Copa da Alemanha e saudaram nossa iniciativa de estudar a deles.

Identificar os envolvidos e levá-los em consideração. É importante unir todos os  protagonistas internos governamentais  e,  em especial,  unir as cidades sedes para postular recursos e dar tratamento ordenado as matérias de interesse de todos. Deste esforço pode resultar na padronização da comunicação com o público e adoção de medidas compartilhadas entre as cidades. Os sul-africanos reconhecem que os maiores desafios não estão no esporte  – deste ponto de vista a Copa já tem data marcada. Os maiores desafios estão fora dos estádios – transporte, hospedagem, circulação e segurança. As decisões no âmbito da segurança pública se impõem sobre as demais. É muito importante as cidades sedes estarem preparadas para intervir durante a realização da Copa – estar preparado para reagir aos eventos que possam ocorrer.

Usar o máximo possível dos planos e projetos elaborados – descartar tudo que não for possível no prazo – daí ser possível um legado para o país. Os sul africanos estão usando a Copa para realizar  projetos e obras que já estavam planejadas – é isto que fará diferença depois.

Não esperar nada da FIFA – ela se concentra no que se denomina “família FIFA” – dirigentes, jogadores, técnicos, juízes – que se constituem num grupo de aproximadamente 15.000 pessoas. A África do Sul está se preparando para receber cerca de meio milhão de visitantes e está preparando estádios para cerca de 700 mil expectadores. Estes são de responsabilidade principalmente das autoridades locais.

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Por Silvana de Matos

Perfil da autora

Calendário da viagem

Julho de 2009

Dia 27: Pretoria
Dia 28: Joanesburgo
Dia 29: Joanesburgo e Pretoria
Dia 30: Durban
Dia 31: Cape Town

Agosto de 2009

De 01 a 03: Joanesburgo