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BNDES destinará R$ 3,6 bilhões aos estádios

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai ajudar as cidades nas construções e reformas de seus estádios. Até os particulares poderão ser beneficiados.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) destinou R$ 3,6 bilhões para socorrer os governos estaduais e municipais na construção e reforma dos estádios que receberão partidas do Mundial de 2014.

Desde terça-feira, técnicos do banco estão explicando às autoridades responsáveis como a linha de crédito vai funcionar. O banco já definiu o valor da linha de financiamento para cada estádio em R$ 400 milhões. A medida beneficiará até 9 das 12 cidades envolvidas no Mundial do Brasil.

A priori, o Morumbi (do São Paulo), a Arena da Baixada (do Atlético Paranaense) e o Beira-Rio (do Internacional), que não são estádios “públicos”, não serão beneficiados com essa política. Contudo, o BNDES pode desenvolver uma estratégia de empréstimo aos clubes. O São Paulo já pensa na possibilidade.

Hoje, membros do BNDES conversam com representantes do governo do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza para elucidar as condições do financiamento. Até o dia 25, os terão explicado tudo às autoridades das doze cidades.

Uma cidade pode, no máximo, solicitar R$ 400 milhões e a direção do BNDES já quer formalizar as condições do empréstimo até antes do final de outubro.

Em proposta oferecida na terça-feira à governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria (PSB), o banco propôs juro de 1,9% ao ano, além da taxa de juros de longo prazo (TJLP) de 6% ao ano. Se a capital potiguar necessitar do empréstimo, o governo terá dois anos de carência e outros dez para sanar a dívida.

Para conseguir o crédito, Estados e municípios terão de passar pela avaliação do CMN (Conselho Monetário Nacional), que estipula seus limites de endividamento.

O montante fixado pelo BNDES abarcará quase todos os gastos com a construção dos estádios que serão erguidos para a Copa. Até o momento, três estados já anunciaram que vão utilizar verbas públicas nas obras de suas arenas, em Cuiabá, Manaus e Distrito Federal.

Os R$ 3,6 bilhões seriam mais do que suficiente para erguer todos os estádios da Copa da África do Sul-2010, que já consumiram US$ 1,3 bilhões (cerca de R$ 2,3 bilhões).

A linha de crédito do banco foi anunciada pouco mais de um mês depois de o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, repensar a questão do uso de recursos públicos para as obras da Copa no Brasil.

Projetos

A capital federal tem o projeto mais caro. Segundo o governo local, o DF pretende gastar até R$ 740 milhões no novo estádio. Brasília está na briga com São Paulo e Minas Gerais pelo direito de realizar a partida de abertura do Mundial de 2014.

Os estádios de Manaus e Cuiabá sairão por aproximadamente de R$ 400 milhões. E outras arenas devem recorrer ao banco. Natal, Fortaleza, Belo Horizonte, Salvador, Rio e Recife não conseguiram uma empresa privada para financiar seus planos.

Fonte: Folha de S.Paulo 17/09/09

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