Cidades sede da Copa receberão verba de US$ 1 bilhãoCidades que receberem a verba pagarão em 20 anos com juros que vão girar em torno de 6% ao ano.
O Ministério do Turismo negocia com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) a criação de uma linha de crédito específica para as 12 cidades-sedes da Copa de 2014, segundo publicou a Folha de São Paulo. A pasta pede ao banco que disponibilize US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,95 bi) para serem aplicados pelas capitais em obras de infraestrutura turística voltadas para o Mundial. Até o fim do mês, as sedes de 2014, que já devem receber verba do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Copa, saberão se vão ser contempladas com essa ajuda financeira adicional do banco. Atualmente, o ministério já possui um convênio de US$ 1 bilhão com o BID para o Prodetur (Programa de Desenvolvimento do Turismo). Segundo esse programa, somente Estados e cidades com mais de um milhão de habitantes podem solicitar o empréstimo para aplicar em projetos turísticos. Ceará, Pernambuco, Rio (Estado e capital) e Goiânia já solicitaram a linha de crédito atual. A nova verba deve favorecer principalmente Natal e Cuiabá, únicas das 12 cidades-sedes da Copa que têm um número populacional inferior ao limite imposto pelo atual programa. Ontem, durante evento promovido em São Paulo pelo Ministério do Turismo, o prefeito de Cuiabá, Wilson dos Santos, chegou a pedir mais investimentos do Governo Federal em sua cidade com vistas à Copa. "Acho que Cuiabá e Manaus merecem uma ajuda especial do governo. Precisamos de mais dinheiro para a Copa do que Rio e São Paulo", disse o prefeito, diante do ministro do Turismo, Luiz Barretto. A cidade de Natal com suas belas praias (foto) deverá ser uma das beneficiadas pelo novo financiamento De acordo com a assessoria da pasta, as sedes que usarem a linha de crédito do BID terão de se comprometer a aplicar 60% da verba em obras de infraestrutura turística voltada para a Copa, 20% em qualificação profissional e o restante na promoção. Como contrapartida, o banco deve exigir do ministério que aplique mais 50% do valor de cada projeto na cidade que o pleiteou. As cidades terão um prazo de 20 anos para pagar o empréstimo, a uma taxa de juros que deve girar em torno de 6%. Além da negociação com o BID, o ministério anunciou hoje os quatro principais focos da pasta para a Copa: hospedagem, qualificação profissional, promoção da Copa e infraestrutura voltada para o turismo. Em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), o ministério estabeleceu uma lista de 65 destinos turísticos que receberão verba adicional do governo para se desenvolverem nesses quesitos até 2014. Mas o foco principal serão as 12 sedes. "De acordo com esse diagnóstico feito pela FGV, haverá um plano de ação turístico voltado para cada cidade da Copa. Mas não é para ter competição entre as cidades. Cada uma vai medir sua evolução de acordo com suas características", ressaltou o ministro. Barretto também prometeu um programa voltado para a capacitação profissional, principalmente com o ensino de idiomas, para pessoas que trabalharão diretamente com turistas na Copa. Segundo o estudo da FGV, esse é o maior desafio turístico para o evento de 2014. Atualmente, há em curso somente um programa piloto que vem sendo aplicado no Rio e em Salvador, mas, segundo o ministro, haverá a ampliação para as outras 10 cidades-sedes.
Publicado em 2009-07-03
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Cidades, Copa de 2014, Economia, Orçamento
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