Morte de líder de direita reacende conflitos étnicosEugene Terre'Blanche, fundador do Movimento de Resistência Africânder, é assassinado e suspeitos do crime são funcionários de sua fazenda.
Eugene Terre'Blanche com a bandeira do Movimento de Resistênca Africânder (AWB) ao fundo. (1995 - Ventersdorp, África do Sul) John Moore/AP Eugene Terre'Blanche, líder do Movimento de Resistência Africânder (AWB), foi assassinado no sábado, 3 de abril. Ele tinha 69 anos e defendia o regime de apartheid. Eugene foi encontrado morto em sua fazenda, perto da cidade de Ventersdorp, a 110 km de Johannesburgo. O corpo estava na cama e apresentava ferimentos na face e na cabeça. Segundo a porta-voz da polícia sul-africana, Adele Myburgh, os suspeitos são dois funcionários, um de 15 e outro de 21 anos, que já estão presos. Ambos seriam negros, embora esse dado não tenha sido confirmado, e teriam matado Terre'Blanche após uma discussão por problemas salariais. Questões étnicas Alguns simpatizantes, enfurecidos, interpretaram o assassinato como uma "declaração de guerra dos negros contra os brancos" e recomendaram que os governos estrangeiros não enviem equipes para a Copa. Preocupado, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, pediu responsabilidade e calma aos dirigentes políticos do país. Em comunicado feito por seu gabinete, Zuma disse que os executores devem pagar pelo que fizeram, mas alguns agentes provocadores estão usando a situação para incitar o ódio racial. Eugene e o Movimento de Resistência Africânder Terre'Blanche ajudou a fundar o Movimento de Resistência Africânder (AWB), que ficou conhecido nos anos 80 e 90, quando usava um emblema parecido com o símbolo nazista. Seus membros faziam campanha pela manutenção do Estado segregacionista, promoviam atentados e chegaram a ameaçar iniciar uma guerra civil no período que antecedeu a primeira eleição democrática do país, em 1994. Terre'Blanche foi preso em 2001 por tentar assassinar um segurança negro e libertado em 2004. Há dois anos, esforçava-se para reerguer seu movimento, que reivindicava o estabelecimento de um território para os brancos separado do dos negros. fonte: Agências AP e AFP
Publicado em 2010-04-05
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Copa de 2010, Política, Segurança
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